12 Músicas de Protesto que você precisa conhecer!

A música é uma das formas mais utilizadas para trazer à tona assuntos que afligem o mundo, como a guerra, a discriminação, a opressão, etc. Com essa ideia, selecionamos 12 músicas que, de alguma forma, foram transgressoras e se colocaram contra a realidade social que estava inserida. Algumas são sobre protesto, outras sobre revolução e outras simplesmente inspiradoras. Em nossa lista de músicas de protesto, mesclamos músicas nacionais com músicas internacionais.

The Revolution Will not be Televised – Gill Scott-Heron


The Revolution Will not be Televised reflete a situação dos EUA durante a década 1970, quando uma profunda mudança gerada pela busca de igualdade dos direitos civis entre brancos e negros.

Jorge Maravilha – Chico Buarque


Escrita em 1974, Jorge Maravilha é uma música de autoria de Chico Buarque, mas lançada sob um pseudônimo para driblar a censura. Os versos “você não gosta de mim, mas sua filha gosta” faziam alusão ao general Ernesto Geisel. Ele odiava Chico Buarque, no entanto, sua filha manifestava interesse pelo trabalho de Chico.

Polícia – Titãs


Parte de um dos melhores álbuns do rock nacional, Polícia critica as atitudes dos policiais brasileiros no final da década de 1980. Nesse período, e vamos concordar que até hoje, reprimiam e aterrorizavam a população.

O Bêbado e a Equilibrista – Elis Regina


Lançada em 1978, O Bêbado e a Equilibrista é um hino da anistia, faz referência às viúvas de presos políticos (Maria, viúva de Manuel Fiel Filho, e Clarisse, viúva de Vladimir Herzog) e ao exílio de intelectuais como o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho.

Eu só quero é ser feliz – Cidinho e Doca


Por essa você não esperava, né? Mas como deixar a música de Cidinho e Doca que tem versos como:

“Minha cara autoridade, eu já não sei o que fazer,
Com tanta violência eu sinto medo de viver.
Pois moro na favela e sou muito desrespeitado,
A tristeza e alegria que caminham lado a lado.
Eu faço uma oração para uma santa protetora,
Mas sou interrompido à tiros de metralhadora.
Enquanto os ricos moram numa casa grande e bela,
O pobre é humilhado, esculachado na favela.
Já não aguento mais essa onda de violência,
Só peço a autoridade um pouco mais de competência.”

Mississippi Goddam – Nina Simone


Mississippi Goddam tornou-se um hino da causa negra, e fala sobre o assassinato de quatro crianças negras numa igreja de Birmingham no estado do Alabama. A música chocou a conservadora e racista sociedade americana dos anos 60.

Acender as velas – Zé Keti


Lançada em 1965, é uma das grandes composições do sambista Zé Keti. A letra de Acender as velas faz forte crítica social as precárias condições de vida dos morros cariocas, enquanto narra o duro cotidiano de quem vivia nessas favelas.

The Times They Are A-Changin – Bod Dylan


O grande bardo de nossa geração não poderia ficar fora dessa lista. Em The Times They Are A-Changin, Bob Dylan tinha a intenção de fazer um hino para as transformações históricas quem vinham ocorrendo no mundo e, particularmente, nos EUA.

Dedo na Ferida – Emicida


Dedo na Ferida é uma música de tema político fala sobre a conturbada situação entre a polícia e a população em lugares como a Cracolândia, Pinheirinho, favela do Moinho, entre outros. A música remete a uma época em que o rap era mais politizado, tanto no Brasil como nos Estados Unidos. Emicida chegou a ser preso em Belo Horizonte após cantar essa música em um show, na ocasião a polícia afirmou que Emicida incitou a multidão a apontar o dedo do meio para a polícia que estava presente no evento.

Para não dizer que não falei das flores – Geraldo Vandré


A música de Geraldo Vandré teve sua execução proibida durante muitos anos, pois havia se tornado um hino de resistência do movimento que fazia oposição à ditadura militar. A importância de Para não dizer que não falei das flores na história político-social do Brasil e suas contribuições para a transformação da sociedade brasileira perduram até os dias atuais. Até hoje acho impossível escutar essa música e não se arrepiar.

Strange Fruit – Billie Holiday


Strange Fruit foi composta originalmente como um poema por Abel Meeropol (sob o pseudônimo de Lewis Allan) e falava sobre o linchamento de dois homens negros. A música tornou-se famosa na voz de Billie Holiday, uma mulher pobre, negra e ex-prostituta, que ousou abrir a ferida do racismo e obrigou toda uma nação a sentir o sofrimento de uma minoria flagelada.

Anarquia – Ronnie Von


Vamos voltar no tempo: estamos em 1968, as vésperas do AI-5, “O Principie” Ronnie Von acaba de lançar um álbum garageiro, rebelde e poético que iria colocá-lo na história do rock brasileiro. Uma das músicas desse álbum tinha o nome de “Anarquia” e os seguintes versos:

“Amanhã vamos pra rua fazer
Fazer uma tremenda anarquia
Pintar as ruas de alegria
Porque
Quem manda hoje somos nós, mais ninguém
E não ligamos pra quem vai nem quem vem atrapalhar
Há quem nos queira atrapalhar”

Precisa de mais motivos para essa música estar na lista?

Existem diversas músicas que podem ter sido mais marcantes e impactantes no mundo do que essas, mas como todo top 10 essa lista é totalmente enviesada pelos gostos do autor. Sentiu falta de alguma música de protesto? Então deixei o nome dela nos comentários!

http://www.deveserisso.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/10/billie-holiday-cantando.jpghttp://www.deveserisso.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/10/billie-holiday-cantando-150x150.jpgLeonardo Pereira CruzMusica
A música é uma das formas mais utilizadas para trazer à tona assuntos que afligem o mundo, como a guerra, a discriminação, a opressão, etc. Com essa ideia, selecionamos 12 músicas que, de alguma forma, foram transgressoras e se colocaram contra a realidade social que estava inserida. Algumas são...