Bullet Bane   A mutação que os levou a Continental




Foto por Murilo Amancio

Quem acompanhou todo o caminho traçado pelo Bullet Bane não está nem um pouco surpreso com o que a banda se tornou. Se hoje são considerados uma das melhores bandas nacionais, é importante lembrar que não foi por nenhum atalho que atingiram esse ponto.

Não foi da noite para o dia que isso aconteceu. Ainda adolescentes recém saídos do colegial, sem barbas ou tatuagens num longínquo ano de 2010 lançaram o primeiro registro da banda. Na época sob o nome de Take Off The Halter, antes de Renan assumir as baquetas, chocaram a cena independente com a velocidade e consistência apresentada no EP We Took Off.

Impactaram e logo de cara tiraram o cabresto que muita gente mantinha em relação à maneira que uma banda deveria se portar.
Porém, lembro de uma resenha mal humorada e cheia de soberba que os classificava como garotos de apartamento que não sabiam o que estavam fazendo.

Quanto arrependimento não deve ter sido remoído após perceber um erro de julgamento tão grande. Algumas pessoas demoram mais tempo para perceber o mundo ao redor.

A mudança de nome veio por conta de um conselho, pois na inocência ninguém se deu conta sobre a metáfora na língua inglesa que Take Off The Halter é. O nome da banda significava algo como ‘tire o sutiã’ e certamente dificultaria a aceitação da banda em países anglófonos.

Eis que surge o Bullet Bane

Com nome novo, sem espaços para confusões, finalmente recebemos um trabalho completo no álbum New World Broadcast em 2011. E a partir daí ninguém mais podia duvidar do que estavam presenciando. A maturação do som foi gritante e durante três anos aperfeiçoaram tudo que era possível em incontáveis shows pelo país.

Se lançaram de van Brasil afora para apresentar o segundo álbum, o Impavid Colossus. O primeiro trampo praticamente todo feito em casa, pois foi pré-produzido no Estúdio TOTH. Mantido pelos guitarristas Danilo e Fernando, hoje maior e mais bem estruturado que na época.

E pela primeira vez aparece uma gravação em português, Capadócia fecha o álbum até então mais diferente. Entre o peso e velocidade usuais, aparecem diferentes referências e sonoridades, inclusive espirituais.

Daquilo que não mudou e evoluiu com o passar do tempo foram as letras. Sempre com conteúdo bem elaborado e cheio de referências sobre os mais diversos temos, Victor segue entre os bons letristas do hardcore nacional.

A constante mutação que nos leva a Continental

Desde ano passado, o Bullet Bane começou a apresentar a maior alteração em sua sonoridade em muito tempo. Além do desprendimento cada dia mais evidente de um rótulo de hardcore mais tradicional, hoje está preparando um álbum totalmente em português.

A coragem de reinventar a sonoridade da banda só é possível após conseguir manter uma base entrosada por tanto tempo. Isso permitiu, por exemplo, um crescimento exponencial das linhas de baixo do Rafael. E hoje, tanto o quarteto instrumental quanto as linhas vocais estão intimamente ligados.

A previsão de lançamento é para esse segundo semestre de 2017. Continental tem o processo de pré-produção bastante adiantado e os ensaios para a gravação já iniciaram.

Como aguardado, haverá uma turnê de divulgação por todo o país. Inclusive, estão fazendo uma enquete para direcionar o agendamento de shows. Se você quer o Bullet Bane na sua cidade, movimente-se e converse com os produtores para acompanhar de perto os sons novos de Continental.

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Foto por Murilo AmancioQuem acompanhou todo o caminho traçado pelo Bullet Bane não está nem um pouco surpreso com o que a banda se tornou. Se hoje são considerados uma das melhores bandas nacionais, é importante lembrar que não foi por nenhum atalho que atingiram esse ponto.Não foi da...