Se alguém dissesse que um livro onde os principais personagens podem morrer a qualquer momento e que já dura longos 19 anos e ainda está longe do seu final (apenas como comparativo, os sete livros da saga de Harry Potter demoraram 10 anos para serem publicados e J. R. R. Tolkien demorou 12 anos para criar toda saga do Senhor dos Anéis) seria um dos maiores sucessos literários de todos os tempos, você acreditaria? Bom, esse é “Game of Thrones”.

Além de ser um livro de sucesso, a série conseguiu migrar bem de mídia, tornando-se a maior audiência da história do canal a cabo HBO que, entre outros, já exibiu séries como Os Sopranos, Band of Brothers, Six Feet Under, True Blood e True Detective.

Apesar de ser recheada de componentes fantasiosos como dragões e monstros invernais, o autor foi buscar referências em diversos elementos da história medieval, em especial a história do Inglaterra e do Império Romano. Para mostrar essas coincidências, levantamos alguns fatos históricos que inspiraram a incrível saga das “As Crônicas de Gelo e Fogo”.

Guerra das Rosas

Brasões Guerra das Rosas

A Guerra das Rosas foi o nome dado há uma longa disputa pelo trono da Inglaterra, ocorridas ao longo de trinta anos (entre 1455 e 1485), entre as dinastias dos Lancaster com seu brasão de rosa vermelha e a dinastia dos York e sua rosa branca. Esse conflito durou entre os reinados de Henrique VI, Eduardo IV e Ricardo III e só foi encerrada com a unificação das duas alas da nobreza sobre a regência Henrique Tudor, o futuro Henrique VII.

Além de nomes similares entre as casas, Lancaster (Lannister) e York (Stark), existem diversas coincidências com a vida do rei Eduardo IV, da casa de York, principalmente a forma com que chegou ao trono, seu casamento, a caminhada da vergonha de sua amante Jane Shore, o conflito com seus irmãos e a forma como seu trono foi tomado. Será que podemos tirar alguns spoilers da história real?

Muralha de Adriano (A Muralha)

A Muralha Game of Thrones

A Muralha que separa os sete reinos das terras selvagens faz clara referência a Muralha de Adriano, fortificação construída em pedra e madeira para dar proteção ao Império Romano e que era conhecida como os limites ocidentais do império romano. Construída na Grã-Bretanha pelo imperador romano Públio Élio Trajano Adriano, tinha como função proteger o território romano contra as investidas militares de tribos que habitavam a região da Escócia, como os Pictos e os Escotos (ou Caledônios como eram chamados pelos romanos).

Heptarquia Anglo-saxônica (Reinos de Westeros)

Mapa Game of Thrones Westeros Essos e Sothoryos

Após a saída dos romanos da Britânia, houve um período onde a Inglaterra foi dividida em sete grandes reinos: Sussex, Wessex, Essex, Kent,Mércia, Anglia Oriental e Nortúmbria e alguns estados menores que não chegavam a ser considerados reinos, mas tinha importância para o período. Esse período durou entre os anos 500 até o ano 850 d.C. Aqui fica clara a referência entre a divisão da Britânia e de Westeros, não é?

Confira também

Jantar Negro e o Massacre de Glencoe (Casamento Vermelho)

Casamento Vermelho cenas
“O Casamento Vermelho” foi um dos episódios mais chocantes da saga por ter ceifado a vida de importantes personagens teve sua história provavelmente baseada no “Jantar Negro” ou no Massacre de Glencoe.

Na primeira referência, a passagem histórica conta que o rei da Escócia, Jaime II, tenta selar a paz com o clã os Douglas, com quem estava em guerra, oferecendo um grande banquete a membros do clã no Castelo de Edinburgh. Ao fim do jantar, o conde foi arrastado para fora e morto por homens do rei. Já o segundo caso, remonta ao dia 13 de fevereiro de 1692, nessa data, 38 homens do clã dos MacDonald foram mortos em suas casas, surpreendentemente, por seus próprios hospedes os Campbells. Esse episódio feriu gravemente as leis de hospitalidade das Highlands.

Fogo Grego (Fogovivo)

Fogovivo em BlackWaters Game of Thrones

O fogo mágico de coloração esverdeada que Tyrion usou para derrotar a Marinha de Stannis Baratheon na Batalha da Água Negra é praticamente a mesma arma incendiaria usada pela marinha Bizantina, bom com exceção da parte mágica.

Os bizantinos usavam essa arma em batalhas navais com grande efetividade, pois ele podia continuar queimando mesmo se caísse na água. A arma foi responsável pela salvação de Constantinopla de dois cercos árabes, assim como o Fogovivo foi responsável por salvar Porto Real.

Sídhe (Caminhantes Brancos)

grupo de Caminhantes Brancos Game of Thrones
Em uma entrevista George RR Martin afirmou que os caminhantes brancos, conhecido nos livros como Os Outros nos livros, não estão mortos. O autor afirma que eles seriam estranhos e bonitos como um Sidhe feito de gelo.

Sídhe era inicialmente o nome dado as pequenas colinas ou montes de terra imaginados como o lar de um povo sobrenatural de espíritos da natureza, como as fadas e elfos, e posteriormente, a seus supostos habitantes. São frequentemente reverenciados na Mitologia gaélica como “O Povo das Fadas”, “Os Nobres” ou simplesmente, “O Povo”.

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Se alguém dissesse que um livro onde os principais personagens podem morrer a qualquer momento e que já dura longos 19 anos e ainda está longe do seu final (apenas como comparativo, os sete livros da saga de Harry Potter demoraram 10 anos para serem publicados e J. R....