O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe – e Mare contra seu próprio coração”.

Publicado em Fevereiro de 2015, A Rainha Vermelha virou o novo queridinho dos fãs de literatura Young Adult. O livro é uma distopia que conta a história de Mare Barrow, uma garota Vermelha. A sociedade é dividida entre aqueles que possuem sangue vermelho (pessoas pobres, vivendo a sombra da miséria e trabalhando como condenados) e os que possuem sangue prata (pessoas com poderes especiais, elite, vivendo no luxo e em palácios reais).

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Os Vermelhos são constantemente açoitados e mal tratados pelos Prateados, que os forçam a trabalhar como escravos praticamente. Nenhum vermelho tem coragem de enfrentar um Prateado, pois sabem que não dá para vencer uma luta contra alguém que pode controlar metal, fogo, água, ou mover objetos com a mente. Mas Mare é diferente. Ela é corajosa, e faz o que pode para ajudar sua família a ter sustento, o que inclui roubar outros.

Um dia ela acaba falhando num roubo, porém a pessoa lhe dá dinheiro por ter pena da situação em que ela se encontra. Mare percebe se tratar de alguém que trabalha no palácio pela forma de se vestir, mas volta para sua casa satisfeita com o que conseguiu. Porém, ela não imaginava que a pessoa que ela havia acabado de encontrar era alguém da família real, e do dia pra noite acaba sendo levada para trabalhar no palácio.

Acontece que durante um evento no palácio, em que as famílias Prateadas mais importantes estavam presentes, Mare Barrow acaba descobrindo na frente de todos que possuía poderes, mesmo sendo uma Vermelha. Para encobrir a situação e acalmar os Prateados, O Rei e A Rainha acabam sendo obrigados a inventar uma mentira, tornando Mare a noiva de Maven, príncipe mais novo. Só que ela acaba criando uma ligação maior com Cal, o príncipe mais velho, e assim foi plantada a semente da discórdia.

Embora seja claro desde o começo que a história possui um triângulo amoroso, o foco não é nos sentimentos da protagonista, mas sim na Rebelião que está prestes a acontecer. Um grupo chamado Guarda Escarlate não está nada feliz com a diferença entre os Vermelhos e Pratas, e estão dispostos a mudar isso, mesmo que derramem sangue inocente se for em benefício de muitos. Mare Barrow se vê então no meio de duas disputas: Uma pelo seu coração e outra pelo fim do poder dos Prateados.

Particularmente, eu demorei mais do que gostaria para terminar de ler o livro, em parte pelo excesso de coisas para fazer, mas também pelo sentimento de já ter lido algo parecido. Vejam bem, antes de me jogarem pedras, não estou dizendo que A Rainha Vermelha é cópia de outro livro. Jamais! A história criada por Victoria Aveyard é completamente original, tendo uma narração com toque especial da autora. Mas alguns episódios dentro da história me levaram automaticamente a outras Sagas.

A primeira frase que me remeteu a outra obra foi “A revolução precisa de uma faísca para começar”. Uma frase parecida estava em Jogos Vorazes – Em Chamas que dizia “Toda revolução começa com uma faísca”. A forma como Mare ficava transtornada quando tentava controlar seus poderes me fez lembrar da perturbada Juliett de Estilhaça-me. E a descrição das roupas, do palácio e a forma de lidar com as criadas me fizeram lembrar America Singer de A Seleção.

Claro que a autora tem seu próprio tom e seguiu seu ritmo, criando algo inovador para uma distopia. O final é surpreendente, e contem uma reviravolta que eu não esperava. Por estar acostumado a ler obras do gênero, é fácil prever o rumo que a história vai seguir. Mas esse final conseguiu me pegar distraído.

Talvez pelo fato de ter lido tantos livros de Distopias com objetivo de resenhar para blogs e sites eu tenha ficado um pouco saturado do gênero, e isso pode ter afetado meu julgamento sobre “gostar” da história. Mas analisando no modo geral, A Rainha Vermelha é um excelente livro, cheio de disputas políticas e manipulações nos bastidores. Não confie em ninguém ao ler A Rainha Vermelha.

O livro marca o início de uma trilogia, com sua sequência “A Espada de Vidro” nas livrarias desde Fevereiro de 2016 e o último “Kings Cage” (Gaiola do Rei em tradução livre) que está previsto para sair em Fevereiro de 2017. Os direitos autorais para uma adaptação cinematográfica foram vendido à Universal Pictures. Nós do Deveserisso ficaremos ligados para manter vocês sempre atualizados!

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