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Nesse final de semana o cinema nacional deu mais um passo com o lançamento da série 3%, a primeira série original brasileira da Netflix. Apesar de ser uma ficção cientifica, a série possui uma linha critica as agruras sociais que a aproxima muito de filmes de grande sucesso como “Aquarius”, “Que Horas Ela Volta?” e “Cidade de Deus”. Tenho certeza que você já deve ter lido diversos textos e comentários em redes sociais criticando ferozmente a série ou com declarações de amor fervorosas, por isso não podia deixar de fazer nossa análise sobre sua primeira temporada.

No começo da série você descobre que aos 20 anos, os seres humanos têm a chance única de participar de uma seleção conhecida como Processo. Esse processo garante que 3% dos concorrentes tenham acesso a sociedade perfeita conhecida como Maralto. Os “fracassados” são obrigados a viver em meio a miséria no local conhecido Continente. Uma sociedade metritocrática onde poucos tem acesso a muito e muitos têm acesso a pouco.


É ou não é um cenário muito parecido com o de um pais onde os 4% mais ricos da população concentram mais de 70% de toda riqueza? E pior ainda, onde a parcela mais rica gosta de frisar que pode cuidar da mais pobre. Como afirma César Charlone, diretor-geral de 3%, “No Brasil, com essa diferença social absurda, alguns privilegiados nascem em berço esplêndido. Terão a melhor educação, já herdarão fortuna com casa e tudo e até com as empregadas”.

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Terminei de assistir todos os episódios da série e posso dizer que ela tem muitos problemas, mas as críticas são mais pesadas do que o que deveriam. A série tem muitos problemas como furos no enredo e atuação pouco empática dos atores principais, mas o problema está mais na expectativa criada em torno dela do que realmente com o produto final. Devido ao burburinho gerado desde seu piloto, uma web série lançada 2009, muitos esperavam encontrar uma mistura de Black Mirror com Cidade de Deus, mas ela é no máximo uma versão com baixo orçamento de Jogos Vorazes.

Respondendo a pergunta do título, embora a primeira temporada seja bem-intencionada ela não parece é capaz de agradar a maioria dos assinantes e assistir seus episódios pode ser uma grande frustração. Baixe as expectativas para zero e quem sabe você pode se divertir. Ainda assim, acredito que que ainda há uma grande chance de termos uma segunda temporada, pois a série teve um orçamento baixo e enredos envolvendo futuros distópicos estão perto do esgotamento, mas ainda tem sua audiência cativa.

Apesar de tudo, pensar nas diversas histórias que a série pode desenvolver a partir de agora me deixa um pouco animado, mas apenas se conseguirem fazer uma segunda temporada mais fluida e bem amarrada e, principalmente, se desenvolverem bem o gancho deixado pelo embate entre a elite de Maralto e os rebeldes da Causa.

E você, o que achou da série original Netflix 3%? Conte para gente!

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Nesse final de semana o cinema nacional deu mais um passo com o lançamento da série 3%, a primeira série original brasileira da Netflix. Apesar de ser uma ficção cientifica, a série possui uma linha critica as agruras sociais que a aproxima muito de filmes de grande sucesso como...